Dalmi Defanti

Indicadores demais atrapalham? Como escolher o que importa?

Por Cedric Montaire 5 Min de leitura
Dalmi Defanti

A partir do que evidencia Dalmi Defanti, fundador da Gráfica Print e especialista em assuntos gráficos, empresas de diferentes tamanhos utilizam indicadores para acompanhar vendas, custos, produtividade, atendimento, prazos e outros aspectos da operação. O problema aparece quando medir passa a ser mais importante do que interpretar. Dalmi Defanti Cuiabá atua em um setor no qual acompanhar processos e resultados pode envolver diferentes variáveis, mas uma gestão eficiente precisa distinguir o que realmente ajuda a decidir daquilo que apenas ocupa espaço em relatórios.

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Ter muitos indicadores pode dificultar a gestão?

Um indicador existe para transformar determinado aspecto da operação em uma informação que possa ser acompanhada ao longo do tempo. Quando a empresa reúne dezenas de números sem estabelecer uma finalidade clara para cada um, o excesso pode dificultar a leitura do cenário. O gestor passa a receber mais informações, mas não necessariamente consegue tomar decisões melhores. Em vez de facilitar a gestão, um volume excessivo de métricas pode tornar mais difícil identificar aquilo que realmente exige atenção.

Dalmi Defanti informa que isso acontece porque nem todo dado possui a mesma importância. Um número pode ser interessante para acompanhamento, enquanto outro sinaliza diretamente um problema que exige intervenção. Colocar os dois no mesmo nível de prioridade pode fazer com que situações relevantes se percam em meio a informações secundárias. A utilidade de uma métrica, portanto, está relacionada à capacidade de contribuir para uma análise ou decisão concreta.

O primeiro passo, portanto, é entender qual decisão cada indicador pretende apoiar. Se ninguém consegue explicar o que será feito quando determinado número subir ou cair, talvez ele não precise ocupar espaço central na gestão. A pergunta leva naturalmente à definição das métricas que realmente merecem acompanhamento. Esse filtro ajuda a construir uma rotina de análise mais objetiva, na qual cada informação tenha uma função definida dentro da empresa.

Como saber quais indicadores são realmente importantes?

Uma forma prática de começar é relacionar os indicadores aos objetivos da empresa. Se uma prioridade é melhorar a rentabilidade, por exemplo, acompanhar apenas o volume de vendas pode ser insuficiente. É necessário observar também elementos relacionados aos custos, à margem e à eficiência da operação. Dessa maneira, os números deixam de ser acompanhados de forma isolada e passam a contribuir para uma visão mais completa do desempenho.

Dalmi Defanti
Dalmi Defanti

O mesmo raciocínio vale para outras áreas, reflete o especialista em assuntos gráficos, Dalmi Defanti Cuiabá. Uma empresa que busca reduzir atrasos precisa olhar para prazos e causas de descumprimento, enquanto uma organização preocupada com atendimento pode acompanhar tempo de resposta, resolução de demandas e recorrência de problemas. O indicador deve estar conectado ao que a empresa pretende compreender ou modificar. Quanto mais clara for essa relação, mais fácil será interpretar os resultados e identificar quais ações podem ser necessárias.

É melhor acompanhar poucos indicadores?

Reduzir a quantidade pode facilitar a gestão, mas isso não significa escolher arbitrariamente um número pequeno de métricas. O objetivo é construir um conjunto capaz de mostrar o que está acontecendo e, principalmente, indicar onde existe necessidade de ação. Um indicador isolado pode oferecer uma visão limitada. A seleção precisa considerar o contexto da empresa e a relação entre diferentes aspectos da operação.

Em última análise, como destaca Dalmi Defanti, é útil organizar as métricas por finalidade. Alguns indicadores podem mostrar o resultado alcançado, enquanto outros ajudam a identificar antecipadamente alterações que podem afetar esse resultado. Essa combinação permite observar tanto o que já aconteceu quanto os sinais que merecem atenção antes que um problema se torne maior. Com essa divisão, a análise ganha uma sequência mais clara e facilita a identificação das causas por trás dos resultados.

Também é importante estabelecer responsáveis. Quando todos acompanham um indicador, mas ninguém sabe quem deve agir diante de uma mudança, a informação perde parte de sua utilidade. Uma boa estrutura de gestão relaciona cada métrica a uma pergunta, uma responsabilidade e, quando necessário, a uma ação. Assim, o acompanhamento deixa de ser apenas uma coleta de números e passa a fazer parte efetiva da rotina de decisão.

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